Na quinta, dia 30 de julho, centenas de trabalhadoras e trabalhadores dos serviços públicos estaduais, em maioria profissionais da educação mobilizados pelo SINTE-SC, realizaram ato pelo fim dos 14%, contribuição previdenciária cobrada de quem já se aposentou. No ato realizado em frente a residência oficial do governador Jorginho Mello, dirigentes sindicais que fazem parte do Fórum Catarinense de Defesa do Serviço Público, entregaram para a assessoria do governador um documento solicitando a designação de relator e imediata retomada da tramitação dos Projetos de Lei 037/23 e 004/23, que limitam a incidência dos 14% aos benefícios que ultrapassam o teto do INSS.
Também durante a manifestação, diversas intervenções feitas no carro de som sinalizaram no sentido de cobrar o atual governo nas urnas por não acabar com a cobrança dos 14% sobre aqueles e aquelas que já contribuíram durante toda a vida profissional para a previdência. Além disso, o ato marca o protesto das categorias contra o desrespeito do Secretário de Administração, Vânio Boing, que, por duas vezes, desmarcou reunião com representantes de sindicatos dos serviços públicos estaduais para tratar do fim do confisco dos 14%.
Na avaliação de dirigentes do Fórum Catarinense, além de direcionar votos para candidatos ao governo do estado comprometidos com o fim dos 14%, é preciso ampliar a bancada de deputados e deputadas estaduais que defendem o serviço público na Alesc, pois “atualmente, existem apenas cinco parlamentares na Alesc que sempre se posicionam pelo serviço público, enquanto os outros 35 costumam defender os interesses de grandes grupos privados como o agronegócio, a indústria e o setor portuário. O resultado é uma isenção de imposto de mais de R$ 30 bilhões para grandes empresários desses setores e o congelamento da tramitação na Alesc dos projetos que acabam com os 14%”.
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