O governo diz que atualmente os servidores não podem ser demitidos. A verdade é que as demissões já ocorrem por sentença judicial ou infração disciplinar. O que o governo quer é facilitar as demissões para perseguir quem não estiver alinhado com o governante de plantão.
O governo diz que os servidores melhor avaliados permanecerão na administração pública. A verdade é que o fim da estabilidade significa que ficarão apenas os mais alinhados com o governo de plantão.
O governo diz que o estágio probatório praticado hoje é mera formalidade. A verdade é que o próprio governo admite que há demissão no estágio probatório. Além disso, tratar como mera formalidade desconsidera o alto nível dos servidores aprovados em concurso público.
O governo diz que a Reforma garante a continuidade dos serviços com a troca de governante. A verdade é que, com o serviço público como cabide de empregos para os governantes de plantão, não há como falar em continuidade do serviço público.
O governo diz que as carreiras públicas continuarão atrativas. A verdade é que a redução de salários e falta de estabilidade tornarão a carreira menos atrativa e farão do serviço público um cabide de empregos para os governantes de plantão.
O governo diz que os concursos seguirão como principal forma de ingresso no serviço público. A verdade é que a Reforma amplia possibilidades de contratação de temporários e comissionados, favorece o apadrinhamento e precariza cargos concursados.
O governo diz que os servidores atuais não serão atingidos. A verdade é que uma simples emenda pode incluir os atuais servidores. Além disso, a criação de duas categorias (atuais e novos) enfraquece os servidores como um todo.
O governo diz que a folha de pagamento compromete a maior parte dos recursos federais. A verdade é que, em 2019, o governo gastou mais de 38% do orçamento apenas para pagar juros e amortizações da Dívida Pública. O que equivale a mais de R$ 1 trilhão.
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#NaoAPECdaRachadinha
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O governo diz faltam recursos para manter serviços básicos. A verdade é que, em 2020, Bolsonaro já usou mais de R$ 9 milhões em gastos sigilosos no cartão da Presidência.
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O governo diz que o custo da folha de pagamento prejudica a capacidade de investimento do Estado. A verdade é que os investimentos públicos foram congelados por 20 anos pela PEC do Teto de Gatos (EC 95/2019), que teve, inclusive, o voto favorável do então deputado Jair Bolsonaro.
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